Arquipélagos
Definição:
Agrupamento de ilhas em uma pequena área do mar.
Principais arquipélagos brasileiros:
Fernando de Noronha
Origem
e Localização
O
arquipélago de Fernando de Noronha situa-se a quatro graus abaixo da linha do
Equador, localizando-se nas coordenadas 3o 54'S de latitude e 32o 25'W de
longitude. Distante 545 km de Recife, capital do Estado de Pernambuco e 360
Km de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte e 710 Km da cidade de
Fortaleza, capital do Estado do Ceará.
O
Arquipélago é, na verdade, formado pelo topo das montanhas de uma cordilheira
de origem vulcânica, com sua base localizada há cerca de 4.000 metros de
profundidade: a Dorsa Mediana do Atlântico.

Área
Total do Arquipélago
O
arquipélago de Fernando de Noronha é constituído por 21 ilhas, rochedos e
ilhotas com um total aproximado de 26 km2, tendo a ilha principal a extensão de
17 km2
Climatologia
Clima
Tropical, quente oceânico, de estações bem definidas. Pluviometria média de
1.300 mm anual, com maiores índices entre março e maio e estiagem entre agosto
e janeiro. Temperatura média de 25,4° C. Ventos constantes, com direção
predominante SE, velocidade média 6,6 m/seg. com maiores intensidades entre
julho e agosto. Umidade relativa bastante constante, com média anual de 81%.
Insolação média máxima no mês de novembro (312,5 h) e mínima em abril
(216,8 h).
Geomorfologia
e Geologia
Possui,
principalmente, dois tipos de rochas: vulcânicas e sedimentares. Rochas vulcânicas
remontam do neo-cretácio (13 milhões de anos) e terciário (65 milhões de
anos), dividindo-se em três formações distintas: Formação Remédios,
Quixaba e São José. As rochas sedimentares representam 75% de àrea do arquipélago.
O relevo do arquipélago apresenta planícies, planaltos e altos topográficos
íngremes, como o morro do Pico, com 323m de altura.
O traçado da costa apresenta paredões íngremes, pontões e reentrâncias que
através da erosão, formaram-se platôs e praias de seixos-comuns no litoral
sul ou de areia-comum no litoral norte. O solo tem alta fertilidade, com grande
teor de fósforo, potássio e magnésio e baixíssimo teor de alumínio, pH
neutro e de boa textura, basicamente do tipo franco argiloso.
Mananciais
Hídricos
Não
existem cursos d'água perenes. As pequenas bacias, a reduzida capacidade de
retenção de água e o clima de acentuada estiagem propiciam riachos temporários
como: riacho Mulungú (praia do Cachorro), córrego de Atalaia (praia de
Atalaia) e riacho Maceió, mais importante, alimenta a barragem do Xaréu que
abastece a população (baía do Sueste).
Formação Geológica
das Ilhas de Fernando de Noronha
Abrolhos
Arquipélago
de Abrolhos está localizado no litoral sul da Bahia, a 75 km da costa, formado
por cinco ilhas: Santa Bárbara, Redonda, Siriba, Guarita e Sueste, pelo parcel
de Abrolhos e pelos recifes Timbebas. A formação deste arquipélago é
interessante pelo fato das ilhas estarem
dispostas em círculo e serem cercadas dos maiores, recifes de coral do Atlântico
Sul.
Originadas por processos vulcânicos Abrolhos e as ilhas que formam o arquipélago
são o topo da Dorsal Mediana do Atlântico, uma cadeia de montanhas submersas
que divide ao meio o Oceano Atlântico e que se alonga da Antártida até o Ártico,
numa extensão de mais de 15.000km, cuja base está a 4 mil metros de
profundidade.
Este
arquipélago abriga um dos maiores, raros e exuberantes recifes de coral do Atlântico
Sul. Esses corais impressionam por suas cores e formas
excêntrica, destacando-se o coral cérebro (Mussimilia brasiliensis),
este coral chega a 30 m de altura e 50 m de diâmetro, alargando-se na superfície
como cogumelos, formando bancos de recifes, verdadeiros labirintos com uma rica
fauna de peixes, algas, esponjas, gorgonias, invertebrados e crustáceos. Estes
bancos de corais foram durante séculos sinônimo de perigo para os navegadores.
Para a fauna marinha, porém, são refúgios essenciais. Um choque contra esses
recifes pode causar danos imensos ao ambiente de reprodução dos peixes, pois
os corais demoram um ano inteiro para crescer meio centímetro

Nessas
áreas, toda a fauna e flora, tanto dentro quanto fora d’água, estão sob
proteção do IBAMA. Nessa área é proibido qualquer tipo de pesca, seja ela
comercial, esportiva ou submarina, caça ou qualquer atividade que venha causar
qualquer tipo de dano ao meio ambiente, bem como a introdução de qualquer espécie
de fauna ou flora, podendo isso causar alteração no ecossistema ali existente,
além de inúmeras regras que devem ser seguidas quando da visitação do arquipélago.
Além disso, todo o lixo deve ser levado de volta para os barcos nada pode
ser deixado para não abalar o equilíbrio ecológico.
A vegetação terrestre do Parque é dominada completamente por plantas de
pequeno porte como gramíneas, herbáceas e ciperáceas.
Alguns coqueiros (Cocos nucifera)
foram introduzidos em algumas ilhas, porém isso ocorreu antes da área ser
decretada como Parque.
Acredita-se que essa introdução se deu por parte de antigos pescadores daquela
região, os quais usufruíam das águas dos cocos, tendo em vista a ausência de
água potável nas ilhas

Em
Abrolhos há belezas por todos os lados: nas ilhas, nos recifes, nos bancos de
areia e, principalmente, no mundo submarino. O parque é o paraíso dos
mergulhadores, com suas 19 espécies de corais e 95 tipos de peixes, como parus,
barracudas, badejos, pargos, meros, enguias, arraias, moréias e tubarões. Além
destes, tartarugas marinhas, golfinhos e peixinhos coloridos povoam as águas,
transformando-as em um aquário natural
De
julho a novembro, um espetáculo diferente agita as águas do Parque Marinho de
Abrolhos: a chegada das baleias Jubarte, que ali se concentram para acasalar e
reproduzir. Consideradas as maiores cantoras do mundo, pesando cerca de 40
toneladas, as baleias-macho usam seus guinchos muito agudos para cortejar as fêmeas.
E realizam movimentos acrobáticos, deslocando seus corpos de 16m de extensão,
para o encanto de quem os assiste.
Ao
turista é permitido somente fotografar, sendo proibido aproximar-se menos do
que 100 metros. A esta distância a emoção que se tem é algo indescritível.
A movimentação que se vê de uma baleia Jubarte cantora é algo que intriga até
mesmo os estudiosos e pesquisadores que se instalam na região para observarem
as baleias .

As
aves marinhas chamão a tenção pela sua variedade, 25 espécies utilizam o
arquipélago como ponto de pouso para descanso, procriação ou simplesmente
suprir suas necessidades alimentícias, para o qual o ambiente é totalmente
favorável, face ao grande número de peixes, 3 dessas espécies são endêmicas
de Abrolhos: o benedito, o atobá-branco
e atobá-marrom.
Abrolhos è um maravilhoso ecossistema marinho com águas transparentes,
relativamente calmas, cuja visibilidade entre 25 m e 30 m, temperatura entre 22°C
e 24°C. atrai levas de
mergulhadores.
Toda
esta rica fauna atraiu Charles Darwin a visitar o arquipélago para realizar
alguns estudos em 1830. E pensar que ele não pode ver o que estava submerso...
A
principal ilha è a Santa Bárbara, possui aproximadamente 1,5Km de extensão,
300m de largura e 35m acima do nível do mar.
Apesar de estar localizada praticamente no centro do Parque, pertence a Marinha
do Brasil, não estando incluída nos limites do Parque nem sob sua jurisdição.
Por se tratar de uma base militar, o desembarque é expressamente proibido,
sendo concedido somente mediante autorização do II Distrito Naval localizado
em Salvador - BA.
É a única ilha habitada do arquipélago, também a única a possuir alguma
infra-estrutura.
Nela existem, além do farol, algumas casas que servem de moradia às famílias
dos militares, pessoal do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis) e pesquisadores.
Existem ainda outras construções como garagem para barcos, heliporto, capela
(em homenagem a Santa Bárbara, Santa padroeira dos navegantes), e até uma
pequena sala de aula que serve às crianças que ali vivem.
Por estar fora da jurisdição do Parque, é a única ilha em que foram
introduzidos algumas plantas e animais, o que não é permitido nas outras
ilhas.
O principal animal introduzido foram as cabras, que forneciam, além da carne,
também o leite.
Em
relação à presença das cabras hoje na ilha, existem certas contestações,
pois como sua introdução já decorre de um bom tempo, toda a vegetação da
ilha sofreu grande degradação com a presença desses animais que pastam o
tempo todo.
Hoje, além da água potável, praticamente todo o alimento consumido dentro do
arquipélago é trazido do continente, tendo em vista que a pesca não é
permitida nos limites do Parque.
Ilha
Sueste
É a segunda maior ilha do arquipélago, possui esse nome decorrente obviamente
de sua localização.
Mede aproximadamente 500m de extensão, 200m de largura e 15m acima do nível do
mar, sendo a ilha que se encontra mais afastada e a que abriga a maior colônia
do atobá-marrom (Sula leucogaster) do
arquipélago.
Ilha
Redonda
Mede aproximadamente 400m de diâmetro por 36m de altura, sendo que a parte
elevada possui forma arredondada, e a parte inferior arenosa, prolonga-se em
direção a ilha Siriba, local onde vem sendo feitos registros de desovas de
tartarugas marinhas da espécie Caretta
caretta.
Reduto principal e único local de reprodução das fragatas (Fregata magnificens), a ilha redonda teve sua parte superior
totalmente queimada em um incêndio ocorrido no dia 01/01/97 o que causou a
morte de mais de 200 aves, as quais não abandonaram seus ninhos construídos
com ramos e raízes secas, sobre as moitas de vegetação.
Quanto as fragatas que restaram, estas habitam hoje a ilha Sueste junto com os
atobás-marrom.
Ilha
Siríba
Possui aproximadamente 300m de extensão por 100m de largura e 16m acima do nível
do mar.
É a única ilha do arquipélago em que é permitido o desembarque e a visita
por parte dos turistas.
Nessa visita, feita de forma programada e monitorada, caminha-se apenas ao redor
da ilha, onde pode-se observar desde a formação do arquipélago, até diversas
espécies de aves que colocam seus ninhos junto ao chão, um dos motivos de não
se caminhar na parte central da ilha.
Ela, juntamente com a ilha Sta Bárbara, abriga a maior colônia do atobá-branco
(Sula dactylatra) do arquipélago.